terça-feira, 30 de maio de 2017

A DÚVIDA CONVENIENTE E AS “CERTEZAS CIENTÍFICAS”

Após algumas discussões relacionadas a temas morais, éticos e religiosos, pude constatar que a grande maioria das pessoas de nossa época, têm algo em comum: relativizam todo conhecimento religioso ou metafísico, mas são absolutamente seguros das “verdades científicas”. Por que isso acontece?
Por que lhes falta o conhecimento de que a ciência não produz verdades absolutas. Em ciência tudo pode ser reformulado, tendo em vista que o método científico deixa aberta a possibilidade de que nova informação possa explicar melhor a causa de determinados fenômenos ou mesmo gerar uma nova teoria, em contraste com teorias anteriores.

No entanto, os resultados alcançados pela medicina e os crescentes avanços em tecnologia são frequentemente apresentados como provas de que a ciência está com a “verdade”.  Diz-se: “Veja, funciona! ”

Essa pressuposição se sustenta após apurada reflexão a respeito do assunto?
Pensamos que não. Não é por que o resultado de uma operação matemática deu certo que o meio utilizado é necessariamente o correto. É possível acertar o resultado de uma conta, mas ter errado nos cálculos. Quem não passou por esta experiência quando criança? Isso serve apenas para ilustrar que mesmo a medicina apresentando os resultados que apresenta a explicação para o porquê de suas previsões funcionarem, ainda está sujeita a erros. E o método científico contempla essa situação como normal, pois este não pretende fornecer conhecimento absoluto. A bem da verdade é que o método científico não oferece o porquê de nada, apenas o como. A ciência é descritiva. As questões explicativas e analíticas dizem respeito a uma outra disciplina: a Filosofia.

Bem, é neste ponto que tocamos no tema do texto. As pessoas aprendem da filosofia apenas o que lhes é agradável. Por exemplo, duvidar e questionar as bases de nossas certezas é uma atividade filosófica, mas duvidar apenas do que me interessa duvidar e irrefletidamente aceitar como verdade aquilo que me trará uma maneira de viver mais prazerosa é algo no mínimo incoerente.

É fácil aceitar que o mundo não tem sentido fundamental, visto que ele não foi criado por ninguém, pois o resultado disso é que a moral fica sendo relativa. Não existe prestação de contas pelo que se faz em vida, pois não há nada após a morte e, portanto, o que acharmos melhor podemos fazer, inclusive por meio da força (ou leis). O resultado disso é que o direito e os deveres ficarão nas mãos de quem tiver o poder de coerção, o Estado. Não se percebe, mas é dessa cosmovisão que surgirá a perseguição aos crentes na época que antecede o retorno do Senhor.

Do outro lado é difícil sustentar que Deus criou o mundo e fez o homem com direitos e deveres. Pois, desse modo o descumprimento do dever trará culpa ao infrator ante o seu Criador e, portanto, nós temos de nos reconhecer desobedientes e merecedores de castigo. Tendo, enfim certeza, que mesmo não sendo punidos em vida, estamos sujeitos a enfrentar a justiça de Deus na existência após a morte. 

Essa posição não é agradável para a maioria das pessoas. É preferível negar o castigo e a culpa, para que vivamos no egoísmo, sem culpa, e pensando somente no prazer pessoal, sem nenhuma culpa. Além disso, poderiam relativizar toda determinação bíblica ou de qualquer que seja a religião, alegando serem estas, meras invenções.

Quais as consequências de se afirmar que há um criador único para o universo e que ele estabeleceu contato conosco através de uma revelação objetiva e cognoscível?

O fim do relativismo e o começo de uma vida de perseguição para quem sustentar tal posição.

Isso acontece porque a maioria não pensa e nem quer pensar a respeito dos fundamentos daquilo que afirmam, consequentemente acham que os crentes são todos pessoas de 10 anos de idade acreditando em contos de fadas, como eles. Na verdade, as pessoas que não querem sequer ouvir o que qualquer crente tem a dizer são as que menos estudam o assunto antes de emitir opinião sobre o mesmo. Consequência: querem ensinar sobre Bíblia a crentes maduros e experimentados em muitos anos de estudo bíblico, como se estivessem falando com ignorantes. São cheios de frases de efeito com péssima filosofia, preconceituosos, arrogantes e presunçosos. Acreditam estar acima de qualquer um que afirme uma fé bíblica. Há razão para isso? Houve verdadeiro estudo e dedicação na investigação dos assuntos e interpretações bíblicas? Têm eles uma cosmovisão a respeito? Sequer sabem o que é uma cosmovisão?

A visão destes é contaminada pelos seus pressupostos injustificados e falsos, mas eles ainda assim se afirmam de maneira extremamente arrogante. Chegam sempre ao mesmo cúmulo de dizer que nós, os crentes, é que somos arrogantes e cremos de maneira cega.
Dar ouvidos a mensagem bíblica, estuda-la e pela fé buscar vivê-la, trará muitas dificuldades de relacionamento, principalmente em nossa cultura, que escolheu relativizar e duvidar apenas das afirmações religiosas (em particular as afirmações e conceitos bíblicos). Para as pessoas de nosso tempo toda afirmação de que a Bíblia ensina isso ou aquilo é relativa (subjetiva). Em outras palavras falam como se de fato não fosse possível a linguagem objetiva e a compreensão acertada. Tudo bem se essa visão se estendesse a todas as coisas, mas nunca é esse o caso. Isso só vale para as afirmações bíblicas ou religiosas em geral.

É muito interessante essa dúvida conveniente! E mais ainda as afirmações do absolutismo “científico”.

Anderson Oliveira

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Em matéria de materialismo o que não falta é matéria!

Do ponto de vista do cientificismo materialista moderno tudo o que existe, existe no fim das contas por acaso, ou seja, sem a atividade de uma mente inteligente, criadora do cosmos. Em decorrência dessa visão macro a respeito do universo, ou da totalidade das coisas observáveis, teremos por extensão uma visão similar quando falarmos a respeito do homem. Ora, se o universo não tem propósito e existe por acaso o homem sendo partícipe deste também será considerado sem propósito e existente por acaso.

Desse tipo de cosmovisão (materialismo) também depreendemos que os elementos constituintes do universo se comportam de uma determinada maneira chamada de natural, daí vem o termo naturalismo, e que esta maneira de o mundo se comportar é determinada por leis físico-químicas imutáveis e existentes desde o advento do universo.

Bem, as pessoas que defendem o pensamento puramente materialista são logicamente contrários à ideia de Deus e de uma realidade sobrenatural. Alguns dos tais também desprezam o estudo da filosofia e das questões éticas e morais. É claro que nem todos se comportam assim. Mas certa quantidade, que posso dizer ser a maioria, tem sim certo desprezo por estes temas agora supracitados. Como poderíamos esperar a consequência desse desprezo, ou até mesmo falta de atenção, tem gerado muitos comportamentos e afirmações incoerentes demais para ora deixarmos de citar.

Alguns dizem: “Os valores morais são uma convenção social não universal”.  
  
Outros dizem aos religiosos: “Vocês deviam tolerar as outras pessoas, que não acreditam no que vocês acreditam!”.

Ainda há os que falam em dignidade humana, direitos civis, igualdade etc...

Parecem estar cegos. Não percebem que num mundo sem sobrenatural, sem propósito e regido por leis físico-químicas cegas, não há valor algum na existência e muito menos valores como tolerância, dignidade da pessoa humana e igualdade podem ser exigidos. No mínimo, se fossem coerentes, não falariam contra o comportamento dos religiosos, quem quer que fossem, e também não cobrariam comportamentos morais de alguém, pois se eles mesmos afirmam a inexistência de propósitos (mente inteligente) por trás da existência do universo e do homem, como podem fazer julgamentos morais e tentar doutrinar os religiosos aos seus modos? O que na verdade acontecerá numa sociedade que abrace o materialismo é a perda total de valores. Se devemos fazer algo é por que há um propósito naquilo. Sem propósito não há deveres.

Além disso, há mais problemas nestes julgamentos morais incoerentes. É que pressupõem a existência de mentes inteligentes independentes da matéria. Como assim?

Para haver responsabilidade deve haver liberdade e liberdade no sentido que todos conhecem não pode existir se há fatores externos determinando o que fazemos e pensamos. Se leis físicas e químicas não mudam de maneira inteligente, logo não há responsabilidade por nada que se faz. Tudo está determinado assim como uma pedra sempre cairá quando a lançarmos para cima. Assim também tudo já está determinado em nosso cérebro puramente físico, e o que fazemos não é de fato livre, mas uma ilusão determinada por uma evolução química cega.
No entanto, a ideia evolucionária pressupõe a ideia de que somos inteligentes e livres. Mas, se os defensores da evolução química e naturalista nos ensinam que o mecanismo de seleção natural visa apenas à sobrevivência, quem nos garante a validade de nossas faculdades mentais para afirmarmos que nossas conclusões sejam verdade? Portanto o ensino materialista pressupõe, no fim das contas, inteligência e liberdade, para em seguida, veladamente as negar.

Dadas as afirmações dessa postagem acho conveniente concluir que o materialismo é uma contradição em si, que nega aquilo que chamamos de liberdade, responsabilidade e moralidade. Estas coisas são essenciais para a nossa subsistência e pensamento coerente.  

A moralidade por consequência deve ser encarada como universal e decorrente da mente inteligente que criou o universo com propósito. Sendo assim, a moralidade não dependerá de gostos e opiniões pessoais, mas de uma fonte absoluta de propósitos. E deve ser assim ao pressupormos a liberdade. Se somos livres somos seres, pelo menos em parte, sobrenaturais e responsáveis. Alguém poderia argumentar que isso não demonstra a existência de valores morais absolutos. 

Bem, pode ser que este argumento não seja suficiente para isso, mas é suficiente para dizer que deve existir necessariamente algo além da matéria, que a causa ou pode modificá-la. Pelo menos nossa “vontade” é assim. E se há entes assim é muito coerente concluir que o materialismo não é uma cosmovisão aceitável e muito menos praticável. Partindo das premissas destacadas no texto podemos ainda argumentar que a moralidade universal é o que os defensores do materialismo muitas vezes parecem defender quando tentam criticar religiosos, mas na verdade se eles afirmam valores morais absolutos estão de fato afirmando propósitos e isto demanda uma mente criadora do universo e do homem. Como não estou comprometido como o materialismo afirmo sem nenhuma cerimônia que Deus é esta mente.  

Anderson Oliveira  
      

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

O Absurdo da Vida Sem Deus

O doutor Craig nos falará aqui sobre o sentido da vida. Ela tem algum valor fundamental se Deus não existir? Há algum propósito fundamental na nossa existência? Existimos sem sentido fundamental algum? Como os homens modernos tem olhado essas questões?


    William Lane Craig é PHD em filosofia e Doutor em teologia. 


quarta-feira, 14 de maio de 2014

A evolução química é viável?

Se você quer mesmo saber a resposta da pergunta acima, assista ao vídeo completo e tire a sua própria conclusão. Vá até o fim, seja paciente! Investigue, pesquise, procure através dos métodos que estão disponíveis; em fim, não fique inerte e indiferente ao que Deus te deixou como demonstração de sua existência, inteligência e poder.



O Dr. Marcos Eberlin é presidente da Sociedade Internacional de Espectrometria de Massas e membro da Academia Brasileira de Ciências. Professor do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), é comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico e autor de mais de 300 artigos científicos com mais de três mil citações. Realizou pós-doutorado na Purdue University, Estados Unidos, e orientou diversos mestres, doutores e pós-doutoresBoa palestra a todos! 



terça-feira, 6 de maio de 2014

Crer ou não crer...Eis a questão


“Suas crenças não fazem de você uma pessoa melhor, mas  suas atitudes sim.

Recentemente li essa frase numa rede social. Estava escrita por sobre uma foto na qual uma mulher ajudava um menino pobre e aparentemente faminto. Logo que a vi fiquei por algum tempo pensando e comecei a questionar...

O que determina quais as atitudes me fazem uma pessoa melhor?

Qualquer atitude me faz melhor?

Nossas crenças determinam o valor de nossas atitudes. Se eu acredito que ajudar um faminto lhe dando comida é o melhor; tomar essa atitude, então, me faz uma pessoa melhor. E se eu acreditar que isso é o melhor e mesmo assim não fizer? Para mim estarei fazendo o pior.  Nesse caso minha atitude me fez pior!

Por quê? Por causa das minhas crenças. Elas é que me dizem, na consciência, qual é a atitude melhor; e não minhas atitudes isoladas, visto que não têm valor em si mesmas. Se eu fizer uma coisa que aos meus olhos é errada como ela pode ser boa para mim? Ficarei com um peso na consciência por ter feito o que acreditava ser mau, e de forma alguma serei melhor. Pelo contrário, eu serei pior. Portanto não há como valorar uma ação sem uma crença (mesmo não religiosa) como base, e a frase acima nada mais é do que uma falácia. Não existem atitudes que te fazem melhor se você não as crê que sejam melhores. Se fizermos algo sem que saibamos o valor do que estamos fazendo, como isso pode ter algum valor moral? Quero dizer: Como isso pode ser considerado bondade ou maldade se não há crenças para me guiarem nas atitudes corretas, e me condenarem quando cometo as erradas? Qual seria a diferença entre ambas?

E se a frase fosse: “Somente suas crenças não fazem de você uma pessoa melhor, mas suas atitudes sim”. Ela continuaria com o mesmo problema. Não se pode agir melhor sem o conceito de melhor. E nós acreditamos no conceito, seja por ter sido revelado por Deus, ou seja por outros motivos. É o que nós cremos que nos capacita a discernir entre melhor e pior, certo e errado.

A única maneira de concertar essa frase seria mudando-a para a seguinte forma: “Somente suas crenças do que é bom ou não, não fazem de você uma boa pessoa se você não pratica o que acredita ser bom”. O problema lógico seria resolvido, mas ainda assim essa frase não ia nos dizer nada de interessante, pois afinal existem muitas crenças diferentes a respeito do que é melhor ou pior e a intenção da frase seria apenas incentivar as pessoas a seguirem suas crenças no que é certo não importando quais forem elas. Será que queremos isso mesmo? E os islãs?

Ao que me parece o autor dessa frase tinha outras intenções com ela. Acho que ele quis dizer indiretamente:

“Suas crenças religiosas não fazem de você uma pessoa melhor, mas suas atitudes sim.”

Nesse caso a falta de lógica permanece a mesma da frase original, mas a intenção é dizer que uma religião não serve como base para nossas crenças(aquilo que acreditamos ser certo ou errado), que por sua vez são base para os nossos valores, os quais culminam em nossas atitudes. Isso não passa de uma tentativa de excluir a religião (crenças religiosas em geral) da sociedade. Isso com certeza está fundamentado no ateísmo e na sua fome de acabar com a memória de tudo que se chama Deus(neo-ateísmo). Apesar de não concordar com as religiões, de forma geral, eu tenho uma crença religiosa e esse tipo de pensamento, corrente na atualidade, me afeta, pois é discriminação e das piores. Para que eu acreditasse nessa frase seria necessária demonstração de que o Deus a quem sirvo não existe. Com certeza isso demandaria muito mais esforço em argumentos do que uma frase impondo um conceito arbitrário, como essa. E se digo que seria necessário demonstrar é por que para mim a existência dEle já é claríssima.



Anderson Oliveira da Silva

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Resposta a um anônimo


Paz seja convosco!

Essa resposta é referente ao comentário anônimo na postagem: O que é ser bom? Por falta de espaço não pude escrever nos comentários e a solução que achei foi escrever esse post.

1-Em primeiro lugar quero dizer que fico feliz em saber que você acredita na existência de algum tipo de Deus. Isso é um bom começo.

2-Em segundo lugar devo dizer que não penso que Deus controla o que você quer fazer ou ler, portanto não foi por imposição de Deus que você chegou aqui, mas Ele certamente sabe que você entrou e permitiu a sua escolha de ler esse post ou não.

3- Em terceiro, parece que você se confundiu um pouco na colocação das palavras. 
Você disse: “Ser bom ou mau não são padrões e nem conceitos, até uma ameba sabe disso”. 

Acho que você quis dizer: “Ser bom ou mau não depende de padrões ou conceitos”, pois eu não disse que ser bom é um padrão ou um conceito, eu disse que depende de padrões ou conceitos, além de nós mesmos. Do contrário cada um ditaria os seus próprios padrões ou conceitos e não poderíamos recriminar ninguém por ter descumprido o padrão, já que ele não deve ser encarado como universal, mas individual. Acho que houve mal entendido de sua parte, pois um conceito determina uma prática. Se acho que: FAÇA AOS OUTROS O MESMO QUE GOSTARIA QUE FIZESSEM A VOCÊ, é o conceito de ser bom, então vou procurar agir assim. Mas e se eu achar exatamente o contrário? Ou seja, se meu conceito for o oposto?

Irei fazer o que acho(conceito meu) que é certo. Então veja, os conceitos existem em toda parte! Pessoas pensam diferente sobre um mesmo assunto corriqueiramente. Cada um age em função do que pensa ou acredita ser o padrão(conceito universal). Agora me responda: Se eu pensar que matar alguém que me humilhou é certo, e meu colega de classe, por exemplo, achar que não é certo, ambos estamos com a verdade? Eu creio que isso seria uma contradição não?

Portanto deve haver um padrão dos conceitos de certo e errado, além de nossos próprios desejos, impulsos e opiniões. À fonte desse padrão eu chamo Deus. Ele é o juiz que determina o que é bom e o que é mau. Pois Ele é a fonte de todo o bem e o contrário do que Ele é e ensina é o mal em si. Isto implica em propósito. Se há um propósito para as coisas criadas, ou seja, se há um modo como as coisas devem ser, então não cumprir esse propósito é mal, pois contraria o próprio autor de todas as coisas. Portanto, para mim, Deus é a fonte de todos os conceitos de certo e errado, que devemos seguir de modo universal. A lei que diz o que é o certo provem dEle.

4- Eu não disse nada sobre pastores ou padres no meu texto. Eu usei a palavra religião de forma abrangente, assim como a pessoa que escreveu a frase motivadora desse post. Não disse que o certo e errado provinham do pastor ou do padre. Sou evangélico, mas não acreditamos que as coisas passam a ser certas ou erradas por que o nosso líder espiritual diz que são. Eles não são a fonte.  Nós cremos que a palavra escrita de Deus é que deve nos orientar. Portanto, se um pastor ensinar algo que está contrariando o ensino bíblico nós não vamos considerar certo só por que ele disse. Iremos protestar. No entanto acredito que Deus escolheu chamar homens e lhes dotar de capacidade para anunciar a palavra. O primeiro a começar o anúncio da vontade de Deus foi Jesus, que deixou a missão com os apóstolos e assim se seguiu.

5- Não vou responder a insinuação de que alguns religiosos ganham dinheiro por exploração, por que eu não disse que quem faz isso está certo.

6- Aqui eu quero encerrar e dizer que o conceito de um Deus que não pune gera a seguinte consequência lógica: Esse Deus não existe!

Como assim? 

Eu acredito na existência de Deus como a fonte dos padrões de comportamento humano e que estes padrões são universais. Mas, se pensarmos como você, Deus não tem padrão, Ele apenas conforta e da força a qualquer um, inclusive os que contrariam a frase: FAÇA AOS OUTROS O MESMO QUE GOSTARIA QUE FIZESSEM A VOCÊ. Conclusão, Deus entraria sempre em contradição tentando gerar o conforto de uma pessoa em detrimento de outra.

A frase acima citada saiu dos lábios de Jesus, o filho de Deus, e por isso ela é incontestável, não por que nós determinamos que ela é. Se fosse apenas uma invenção nossa qualquer um poderia violar esse princípio e não poderíamos dizer que essa pessoa está absolutamente errada. Se eliminarmos a Deus como a verdade absoluta, o mais será relativo e dependente da cabeça de cada um. E se a cabeça de cada um diz, com verdade, o que é certo ou não, então nem o certo nem uma verdade universal existe, pois muitas pessoas pensam diferente umas das outras. Como todos podem ter a verdade ao mesmo tempo? Quando dizemos que algo é verdade queremos dizer que o oposto disso é mentira. Se for assim, como todos podem estar com a verdade se dizem coisas opostas?

Disse Jesus: Eu sou O caminho, e A verdade, e A vida. Ninguém vem ao pai a não ser por mim. Jo 14.6.

Se contudo ainda não fui claro o suficiente preciso de algumas definições:

O que é ser bom?

Isso é verdade porque você pensa que é?

Isso vale(é verdadeiro) para todas as pessoas ou só para você?

O que você entende por religião afinal?


Espero já ter sido claro. Deus é amor e Ele quer o melhor para você. Leia: Rm 3.23; Rm 6.23; ; Jo 3.16; Rm 10.9-12.


Anderson Oliveira da Silva.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

O que é ser bom?

Antecipadamente indico a leitura do livro da imagem a esquerda, para melhor entendimento desse assunto.
Hoje me deparei com uma frase bastante interessante para se fazer uma análise filosófica.

Dizia assim: "Se alguém precisa de religião para ser bom, a pessoa não é boa, é um cão adestrado."

E aí, é claro, eu não posso me calar diante de tamanha falta de informação. A pergunta que não quer calar é: O que é ser bom?

Bom ou mau, certo e errado, são coisas que dizem respeito a um padrão. E se não houvesse um padrão, uma lei, que regesse tudo, então não haveria certo ou errado absolutos. Cada pessoa teria o seu próprio conceito de certo e errado, pois os seus padrões não seriam, por exemplo, determinados por um Deus ou uma religião, mas por gostos pessoais. Logo a frase: "Fulano não é uma boa pessoa", ou "Ele é uma pessoa correta" só querem dizer que a pessoa que as diz não gosta de um certo comportamento e gosta do outro. 

Se não há Deus, o sumo bem, e se não há um padrão a ser seguido logo a moral é relativa e se torna uma questão de gosto. Não haveria bem ou mal absolutos. Como também não saberíamos que uma palavra está escrita de forma errada se não houvesse uma regra de escrita. Portanto dizer que há bondade e maldade sem que haja um padrão a ser seguido não faz sentido. Ser bom é ser de acordo com um padrão e ser mau é não seguir esse padrão. Sem Deus e sem religião o que é ser bom? É seguir os meus próprios padrões, o que faz da moral e da bondade algo totalmente relativo. Significando que o bem e o mal não existem de fato e de verdade.

 As pessoas religiosas além de ruins são cães adestrados?

Quem diz não precisar de religião ou de Deus para ser bom está dizendo: “Não preciso seguir as regras de escrita para escrever corretamente, eu farei minhas regras e cada um faça a sua”. Ou seja, “não preciso de padrões além de mim mesmo pra saber o que é bom. Eu digo o que é bom”.

Por que deveríamos acreditar que de nós mesmo temos o poder de criar as regras? 

Se todos pensassem assim como seria o mundo?


Anderson Oliveira da Silva.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Espiritualidade Pode me Salvar?

Espiritualidade, boas obras, tolerância, “amor”, entre outras palavras, estão em alta nesses últimos dias do gênero humano na terra. Entre tais palavras usam até o nome de Jesus, mas este Jesus que muitos desejam não passa de um coadjuvante. Está ali apenas para concordar com a perspectiva de quem realmente vai aparecer na cena. O homem!

Ao que percebemos, a olhos nus, as pessoas querem um deus a sua moda, que lhes diga tudo o que querem ouvir, e dizem, “Eu tenho minha religião”, “eu tenho minha espiritualidade” ou até mesmo, “creio apenas num poder superior que quer que nós façamos o bem.”

A ideia que se tem de religião por parte de muitos incautos está seriamente influenciada pelo desejo de pecar que todos os homens possuem. Pecar é desobedecer aos princípios e mandamentos divinos, descritos na bíblia sagrada. Quando não se crê na bíblia como fonte inerrante e infalível das verdades de Deus, então surgem várias tentativas inúteis de se chegar a Deus. Uma dessas tentativas é dizer que crê num poder superior, que na verdade só serve para nos ajudar e fazer o que nós queremos. Isso é apenas uma fantasia da mente humana tentando viver confortavelmente sem pesos de culpa e pecados em suas mentes. Porém para o Deus bíblico não existem outros deuses ou outros caminhos para se chegar a Ele a não ser por Jesus. É interessante como muitos falam do amor de Jesus e se esquecem que Jesus só veio a terra pagar o preço por nossos pecados e trazer a salvação para o homem. Se simplesmente um poder maior, que não exige renúncia e que não tem personalidade pudesse salvar os homens, Deus não tinha nos mandado Jesus para morrer por nossos pecados numa morte tão dolorosa.

A doutrina, ou ensino bíblico, revela que todo homem já nasce pecador diante de Deus por que em Adão, o primeiro homem e nosso representante fiel, todos os demais pecaram. Entender como isso funciona não é o essencial. O importante é saber que você é um pecador assim como todos os demais homens, com exceção de Jesus, o segundo Adão. Diz a bíblia que o salário do pecado é a morte, mas de Deus vem o dom da vida, que é de graça. No entanto a graça de Deus nos ensina a ter uma vida nova de santificação e de obediência à palavra de Deus, o que só é possível ao que nascer de novo. Diante desse pequeno resumo da doutrina da salvação fica claro que não são as religiões que podem salvar e nem tampouco uma fé pessoal fruto de uma visão antropocentrista. O amor fala a verdade e Jesus disse: Eu Sou a verdade! A tolerância não pode suprimir a fé na verdade de Deus, nem atrapalhar a sua pregação como única verdade absoluta. A Bíblia é a palavra de Deus inerrante, Jesus Cristo ressuscitou dos mortos pelo poder do Espírito de Deus, Deus é trino, só há um que media entre Deus pai e os homens: Jesus!

Após a morte segue-se o juízo e não há comunicação dos vivos na terra com os que morrem. Todos pecaram inclusive Maria, do contrário deveria e poderia ela ter morrido na cruz em lugar de seu filho para perdoar os pecados da humanidade. Que necessidade teria de Jesus ter morrido na cruz se Maria poderia tê-lo feito?

O ateísmo é uma visão de mundo falida e diabólica, por inúmeros motivos sobre os quais discorrerei noutra oportunidade. O homossexualismo ou homossexualidade, como queiram chamar, são igualmente pecados contra Deus e o próprio corpo, pois se trata de prostituição (relação sexual ilícita). O casamento é indissolúvel, a não ser por prostituição(leia-se: relação sexual antes do casamento) comprovada. Deus criou o universo. Com toda a sua sabedoria fez todas as coisas que conhecemos. Não evoluímos quimicamente de formas de vida “simples” até chegarmos ao homem. Não existe vida simples!
Deus é real!

Jesus Cristo de Nazaré é o seu filho (Deus conosco)!

Quem crer na mensagem integral de Jesus será salvo!

Quem não crer já está condenado, pois não creu no unigênito de Deus!        
 O caminho para encontrar com Deus após voltarmos ao pó, de onde viemos, é seguir a Jesus. Diz a Bíblia que esse caminho é estreito.
Jesus Cristo salva, cura, batiza no Espírito santo e breve virá buscar ao povo que o confessou e o recebeu como Senhor de suas vidas, experimentando o novo nascimento!

“Buscai ao Senhor enquanto se pode achar!” Is 55.6.

O mal do século é a arrogância, prepotência, soberba. Dessa forma o homem só se afasta do seu Criador. Pare um pouco para pensar caro leitor! Estude de forma mais acurada os fatos veja bem onde está a sua fé. Você pode até dizer: Você é que precisa estudar seu evangélico metido! E eu diria que você está certo, pois sempre é possível aprender mais e descobrir coisas novas quando se tem um coração humilde. Mas quando acreditamos saber tudo e julgamos que os outros são inferiores a nós não tendo nada a nos oferecer o problema passa a ser moral e não intelectual. Você poderá ser uma mente brilhante, mas nunca vai encontrar a Deus, por que Ele rejeita aos soberbos.

Está escrito:

 “Por que o ímpio gloria-se do desejo da sua alma, bendiz ao avarento e blasfema do Senhor. Por causa do seu orgulho, o ímpio não investiga; todas as suas cogitações são: Não há Deus.” 
Sl 10. 3,4.   

Deus rejeita aos de coração e olhar altivos. Porem não despreza um coração contrito e humilhado em sua presença.

Conclusão: Ainda que pareça ser intolerante e sem amor não creio em verdadeira espiritualidade quando se crê em qualquer coisa ou simplesmente num “poder superior”. Para Deus não basta ter fé em alguma coisa, é preciso crer nEle como dizem as escrituras (Bíblia).

Disse Jesus: Quem me ama cumpre os meus MANDAMENTOS.

Jesus não é um mero salvador, ou curandeiro, ou até mesmo um amuleto como muitos o têm usado no peito. Ele é sobre todos, SENHOR!   


Anderson Oliveira da Silva

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Pergunta Complicada de Responder!














Se Deus sabia que uma determinada pessoa iria ao inferno livremente, Ele é mal por trazê-la a existência?

A meu ver se todos não escolhessem a Ele, sim. Pois se assim fosse Ele estaria demonstrando vontade de ver todas as pessoas sofrendo. Porém se Ele sabe que muitos se salvarão, mesmo que alguns venham a se perder, para Deus vale a pena, sendo que os que vão ao inferno não tem em Deus a causa de irem. Irão livremente. Deus apenas sabe disso.
Para que os demais tenham chance de cumprir os seus propósitos bons, Ele permite que os outros existam. Não é mal porque quer a salvação de todos e é amoroso por deixá-los livres e escolherem. Se forem ao inferno livremente escolhem ir e são condenados justamente, visto serem livres.
Eu estaria justo em criá-los!

Se outros serão salvos demonstra-se que sou amoroso neles.

Se ninguém se salva e eu os crio, então eu quero ver pessoas sofrendo.

Penso assim: A partir do momento que crio um ser livre a responsabilidade pelas suas atitudes sai de minhas costas. Mesmo que eu saiba que esse ser vai me rejeitar e ser condenado, sei também que ele mesmo não me quis e isso não foi minha imposição. Na terra temos liberdade. Alguém poderia argumentar que a imposição de Deus seria trazer essa pessoa a existência independentemente de ela ter escolhido existir. Porém essa objeção é falha porque pressupõe que o correto seria dar uma preexistência ao homem para que assim ele escolhesse o que queria, no entanto essa preexistência já existe. Deus fornece essa escolha ao homem na terra. Não viveremos para sempre nessa dimensão em que vivemos agora. Há na bíblia o ensino de que existe uma vida além dessa, e fica bem claro nas escrituras que a vida que vivemos agora é apenas uma preparação para a vindoura. Na presente vida nós escolhemos o que queremos; viver essa vida com Deus e também a futura ou viver essa vida sem Deus e também a futura.

Penso que se Deus fosse mal Ele poderia ter criado todos já no inferno para sofrerem, não precisaria salvar ninguém e nem desta vida terrena. Para quê deixar alguém ser feliz se sou mal? Ninguém deveria experimentar alegria neste mundo, nem salvação na eternidade, com alegria, gozo e paz ao lado de um ser pleno. Logo, Deus não é mau por permitir a existência de seres que livremente sabia que iriam rejeitá-lo. Ele irá condená-los pelas suas obras na terra. Isso já basta, todos estarão inescusáveis!

Não vejo porque achar que o problema está em Deus. Na verdade os homens tem liberdade para hoje escolherem. Por que não escolhem servir a Deus?

Deus sabe o porquê, e no dia do juízo os homens ouvirão sua acusação e saberão que a culpa foi do próprio homem. Ninguém terá autoridade para dizer que Deus não lhe deu graça suficiente para ser salvo. Só o fato de Deus providenciar um meio de reconciliar consigo todos os homens já mostra que Ele ofereceu chance a todos!

E para concluir eu faço algumas perguntas básicas: Existe o moralmente bom e o correto absolutos, em contrapartida ao mau e ao incorreto absolutos se Deus não existir?

Se existem valores morais absolutos de onde nos vieram?

Por que achar que podemos julgar a Deus baseados em um padrão moral não absoluto?

Faço essas perguntas para demonstrar que o questionamento que me foi feito em si tem algumas falhas nas suas pressuposições e eu apenas tentei responder ao nível de quem tem esse tipo de dúvida. Na verdade entendo que a pergunta é em si mesma faltosa em sentido e lógica.

Deus é amor, justiça e santidade.


Em cristo! 


Anderson Oliveira da Silva 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Erros Que os Críticos da Bíblia Devem Evitar IV


Chegamos ao fim de uma série de quatro postagens direcionadas aos críticos  de plantão da bíblia. Espero ter ajudado ao demais, que mesmo não sendo críticos no mau sentido o são para defender a sua fé e questionar aos que, sem instrução, estão verberando nas universidades e escolas contra a santa palavra de Deus. Que todos leiam e releiam a vontade, a fim de inculcar estes erros na mente, para que saibam como ler de forma correta a bíblia sagrada e consequentemente saibam defender, com sabedoria, o Deus do livro e o livro de Deus.

Erro número 16: Confundir afirmações gerais com universais.

Com freqüência, os críticos rapidamente chegam à conclusão de que afirmações que não mencionam restrições não admitem exceções. Apoderam-se de versículos que apresentam verdades gerais e então regozijam-se em mostrar óbvias exceções. Ao fazerem isso, se esquecem de que tais afirmações foram feitas com a intenção de serem generalizações.
               
O livro de Provérbios é um bom exemplo de casos assim. Dizeres proverbiais, por sua própria natureza, dão-nos apenas uma direção, e não uma certeza aplicável a todos os casos. São regras para a vida, mas regras que admitem exceções. Provérbios 16:7 é um desses casos. A afirmação é: "Sendo o caminho dos homens agradável ao Senhor, este reconcilia com eles os seus inimigos". Isto obviamente não tinha a intenção de ser uma verdade universal. Paulo era agradável ao Senhor, e seus inimigos o apedrejaram (At 14:19). Jesus foi agradável ao Senhor, e seus inimigos o crucificaram! Não obstante, esta é uma regra geral: aquele que vive de modo a agradar ao Senhor poderá minimizar o antagonismo de seus inimigos.
               
Outro exemplo de uma verdade geral é Provérbios 22:6: "Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele". Entretanto, outras passagens da Bíblia nos mostram que isto nem sempre é verdade. De fato, alguns homens piedosos na Bíblia (inclusive Jó, Eli e Davi) tiveram filhos perversos. Este provérbio não contradiz a experiência por ser um princípio geral, que se aplica de maneira geral, mas que permite exceções em casos isolados. Os provérbios não têm a característica de ser garantias absolutas. Antes, eles expressam verdades que nos proporcionam conselhos e direções úteis, que cada um de nós deve aplicar à própria vida, a cada dia.
               
Não passa de um simples erro presumir que a sabedoria de um provérbio seja sempre uma verdade universal. Os provérbios são sabedoria (direções gerais), não leis (imperativos com aplicação universal). Quando a Bíblia declara "...vós sereis santos, porque eu sou santo" (Lv 11:45), então não há exceções. Santidade, bondade, amor, verdade e justiça estão na raiz precisa da natureza de Deus, que é imutável e, por isso, não admite exceções. Mas a sabedoria toma as verdades universais de Deus e as aplica a circunstâncias específicas e sujeitas a alterações, as quais, por sua própria natureza mutável, nem sempre produzirão os mesmos resultados. Não obstante, a sabedoria ainda assim é muito útil como um guia para a vida, mesmo admitindo eventuais exceções.

Erro número 17: Esquecer-se de que uma revelação posterior sobrepõe-se a uma anterior.
               
Algumas vezes, os críticos das Escrituras se esquecem do princípio da revelação progressiva. Deus não revela tudo de uma só vez, nem determina sempre as mesmas condições para todos os períodos do tempo. Portanto, algumas de suas revelações posteriores vão sobrepor-se a afirmações anteriores.
               
Os críticos da Bíblia às vezes confundem uma mudança na revelação com um erro. O erro, entretanto, é do crítico. Por exemplo, o fato de que a mãe ou o pai de uma criança permita que ela, quando bem pequena, coma com a mão, para somente mais tarde ensinar-lhe a comer com uma colher não é uma contradição. Nem ainda a mãe ou o pai estará se contradizendo quando, mais tarde, insistir para que o filho use um garfo, e não mais uma colher, para comer vegetais. Isto é revelação progressiva, sendo cada ordenança adequada à circunstância particular em que a pessoa se encontra.
               
Houve uma época em que Deus testou a humanidade proibindo-a de comer o fruto de uma determinada árvore no jardim do Éden (Gn 2:16-17). Este mandamento não está mais em vigor, mas a revelação posterior não contradiz a anterior. Também houve um período (sob a lei de Moisés) em que Deus ordenou que animais fossem sacrificados pelo pecado do povo. Entretanto, desde que Cristo ofereceu o sacrifício perfeito pelo pecado (Hb 10:11-14), esse mandamento do AT não está mais em vigor. Aqui, de novo, não há contradição entre o mandamento posterior e o anterior.
               
De igual forma, quando Deus criou a raça humana, ele ordenou que se comessem apenas frutas e vegetais (Gn 1:29). Mas depois, quando as condições se alteraram após o dilúvio, Deus ordenou que se comesse também carne (Gn 9:3). Tal mudança de uma condição herbívora para uma carnívora é uma revelação progressiva, mas não se constitui uma contradição. De fato, todas as subseqüentes revelações são simplesmente mandamentos diferentes para pessoas diferentes em tempos diferentes, dentro do plano geral de Deus para a redenção.
               
É certo que Deus não poda alterar mandamentos que têm que ver com a sua natureza Imutável (cf. Ml 3:6; Hb 6:18). Por exemplo, sendo Deus amor (1 Jo 4:16), ele não pode ordenar que o odiemos. Nem pode ordenar o que é logicamente impossível, como, por exemplo, oferecer e, ao mesmo tempo e com o mesmo propósito, não oferecer um sacrifício pelo pecado.
               
Mas, apesar desses limites de ordem lógica e moral, Deus pode e revelou-se de maneira progressiva e não contraditória. Quando, porém, os fatos relativos a sua revelação são tirados do próprio contexto e comparados a outros anteriores, podem parecer uma contradição. Esse, contudo, é o mesmo tipo de erro de quem acha que a mãe está-se contradizendo ao permitir que o filho, agora mais velho, vá dormir mais tarde.
               
Depois de quarenta anos de estudo contínuo e cuidadoso da Bíblia, a única conclusão a que se pode chegar com respeito àqueles que pensam terem descoberto um erro na Bíblia é que eles não sabem muita coisa a respeito dela - na verdade, sabem é muito pouco sobre a Bíblia! Isso não significa, é claro, que entendemos todas as dificuldades existentes nas Escrituras. Mas, certamente, isso nos faz crer que Mark Twain tinha razão ao concluir que não era a parte da Bíblia que ele não entendia o que mais o incomodava, mas as partes que ele compreendia, estas, sim, o incomodavam!


Texto extraído do livro: Manual popular de dúvidas, enigmas e "contradições" da Bíblia.
Autores: Norman Geisler e Thomas Howe.
Editora: Mundo Cristão.

Erros Que os Críticos da Bíblia Devem Evitar III


Erro número 11: Presumir que a Bíblia aprova tudo o que ela registra.

               
É um erro admitir que tudo o que a Bíblia contém seja recomendado por ela. Toda a Bíblia é verdadeira (Jo 17:17), mas ela registra algumas mentiras, como por exemplo as de Satanás (Gn 3:4; conforme Jo 8:44) e a de Raabe (Js 2:4). A inspiração está sobre toda a Bíblia de forma tão completa e abrangente que ela registra com exatidão e verdade até mesmo as mentiras e os erros dos que pecaram. A verdade, na Bíblia, encontra-se no que ela revela, não em tudo que ela registra. Sem que se faça esta distinção, pode-se concluir de maneira errada que a Bíblia ensina imoralidade, porque ela narra o pecado de Davi (2 Sm 11:4); ou que ela promove a poligamia, porque registra o caso de Salomão (1 Rs 11:3); ou que ela ensina o ateísmo, por citar o tolo que diz: "não há Deus" (Sl 14:1).

Erro número 12: Esquecer-se de que a Bíblia faz uso de uma linguagem comum, não-técnica.
               
Para que algo seja verdadeiro, não é necessário fazer uso de uma linguagem erudita, técnica ou, assim chamada, "científica". A Bíblia foi escrita para pessoas comuns de todas as gerações, e, portanto, emprega a linguagem comum, do dia-a-dia. Q uso de uma linguagem não-científica não vai de encontro à ciência, pois ela é anterior à ciência. As Escrituras foram escritas em tempos antigos, com padrões antigos, e seria algo anacrônico impor sobre elas padrões científicos modernos. Contudo, não é menos científico falar que "o sol se deteve" (Js 10:13) do que se referir ao "nascer do sol" (Js 1:15). Ainda hoje os meteorologistas mencionam todo dia sobre a hora do "nascer" e do "pôr-do-sol".

Erro número 13: Considerar que números arredondados sejam errados.
               
Outro engano algumas vezes cometido pelos críticos é quando eles alegam que há erro em números que foram arredondados. Não é assim. Números arredondados são apenas isso: números arredondados. Como ocorre no linguajar comum, a Bíblia faz uso de números arredondados (1 Cr 19:18; 21:5). Por exemplo, quando se referiu ao diâmetro como sendo cerca de um terço da circunferência. Do ponto de vista da sociedade tecnológica atual, pode ser impreciso tomar como sendo três o que é na realidade 3,14159265..., o que não é incorreto para um povo antigo, vivendo numa era não-tecnológica. Três é o arredondamento do número "pi". Isso é o suficiente para o "mar de fundição" (2 Cr 4:2), na medida de um antigo templo hebreu, embora esta precisão não seja, hoje em dia, suficiente para os cálculos feitos por um computador, num foguete moderno. Mas não temos de esperar precisão científica numa era pré-cientifica. De fato, isso seria tão anacrônico como usar um relógio de pulso numa peça de Shakespeare.

Erro número 14: Não observar que a Bíblia faz uso de diferentes recursos literários.
               
Um livro inspirado não precisa ser composto em um único estilo literário. Foram seres humanos que escreveram os livros da Bíblia, e a linguagem humana não se limita a uma única forma de expressão. Assim, não há por que supor que apenas uma forma de expressão ou apenas um gênero literário tenha de ter sido empregado num livro divinamente inspirado.

A Bíblia revela muitos recursos literários. Vários de seus livros acham-se inteiramente escritos no estilo poético (por exemplo, Jó, Salmos, Provérbios). Os Evangelhos sinóticos estão cheios de parábolas. Em Gálatas 4, Paulo faz uso de uma alegoria. No NT acham-se muitas metáforas (por exemplo, 2 Co 3:2-3, Tg 3:6), e comparações (Mt20:l; Tg 1:6); há também (por exemplo, Cl 1:23; Jo 21:25; 2 Co 3:2) e, até mesmo, figuras poéticas (Jó 41:1). Jesus empregou a sátira (Mt 19:24, 23:24). Figuras de linguagem são comuns por toda a Bíblia.

Não constitui erro o autor bíblico fazer uso de uma figura de linguagem, mas é errado tomar uma figura de linguagem de forma literal. Obviamente, quando a Bíblia fala do crente que se acolhe à sombra das "asas" de Deus (Sl 36:7), isso não quer dizer que Deus seja uma ave com uma bela plumagem. De igual modo, quando a Bíblia fala que Deus "desperta" (Sl 44:23), como se ele estivesse dormindo, trata-se de uma figura de linguagem que indica a inatividade de Deus antes de ele ser levado a exercer o juízo pelo pecado humano. Temos de ter todo o cuidado na leitura das figuras de linguagem nas Escrituras.

Erro número 15: Esquecer-se de que somente o texto original é isento de erros, e não qualquer cópia das Escrituras.
               
Quando os críticos descobrem um genuíno erro numa cópia (manuscrito) cometem outro erro fatal. Eles assumem que o erro se encontra também no texto original das Escrituras, no texto inspirado. Esquecem-se de que Deus proferiu o texto original das Escrituras, não as cópias. Portanto, somente o texto original é isento de erros. A inspiração não garante que toda cópia do original fique sem erros. Portanto, temos de levar em conta que pequenos erros podem ser encontrados em alguns manuscritos, que são cópias do texto original. Mas, de novo, como Agostinho com sabedoria observou, quando nos deparamos com um, assim chamado, "erro" na Bíblia, temos de admitir uma entre duas alternativas: ou o manuscrito não foi copiado corretamente, ou não entendemos as Escrituras direito. O que não podemos pressupor é que Deus tenha cometido um erro na inspiração do texto original.
               
Embora as atuais cópias das Escrituras sejam muito boas, elas também não estão isentas de erros. Por exemplo, 2 Reis 8:26 dá a idade de Acazias como sendo 22 anos, ao passo que 2 Crônicas 22:2 registra 42 anos. Este segundo número não pode estar correto, pois implicaria que Acazias fosse mais velho do que o seu pai. Obviamente, trata-se de um erro do copista, mas isso não altera a inerrância do original

Algumas coisas temos de observar com respeito aos erros dos copistas. Em primeiro lugar, são erros feitos nas cópias, e não no original. Jamais alguém encontrou um original com um erro. Em segundo lugar, são erros de menor importância (com freqüência, em nomes e em números), que não afetam nenhuma doutrina da fé cristã. Em terceiro lugar, esses erros dos copistas são relativamente em pequeno número como será demonstrado por todo o resto deste livro. Em quarto lugar, geralmente, pelo contexto ou por outro texto das Escrituras, podemos saber qual passagem incorre em erro. Por exemplo, no caso acima, a idade certa de Acazias é 22, e não 42, já que ele não poderia ser mais velho do que o seu pai.
               
Finalmente, muito embora possa haver um erro de cópia, a mensagem inteira ainda assim é perfeitamente entendida. Nesses casos, a validade da mensagem não se altera. Por exemplo, se você recebesse uma carta como esta, você não entenderia a mensagem por completo? E você não iria correndo atrás do seu dinheiro?

"#ocê foi contemplado no sorteio tal e tal e é o ganhador
da importância de cinco milhões de reais."
               
Mesmo havendo um erro na primeira palavra, a mensagem inteira é compreensível - você possui mais cinco milhões! E se no dia seguinte você recebesse mais uma carta, com os seguintes dizeres, aí é que você teria ainda mais certeza:



"V#cê foi contemplado no sorteio tal e tal e é o ganhador
da importância de cinco milhões de reais."
               
Na verdade, quanto mais erros deste tipo houver (cada um num lugar diferente), tanto mais certo você estará com respeito à mensagem original. É por isso que os erros dos escribas nos manuscritos bíblicos não afetam a mensagem básica da Bíblia. Assim, na prática, por mais imperfeições que haja nos manuscritos utilizados, a Bíblia que temos em nossas mãos transmite a verdade completa da original Palavra de Deus.


Texto extraído do livro: Manual popular de dúvidas, enigmas e "contradições" da Bíblia.
Autores: Norman Geisler e Thomas Howe.
Editora: Mundo Cristão.