quarta-feira, 23 de abril de 2014

Resposta a um anônimo


Paz seja convosco!

Essa resposta é referente ao comentário anônimo na postagem: O que é ser bom? Por falta de espaço não pude escrever nos comentários e a solução que achei foi escrever esse post.

1-Em primeiro lugar quero dizer que fico feliz em saber que você acredita na existência de algum tipo de Deus. Isso é um bom começo.

2-Em segundo lugar devo dizer que não penso que Deus controla o que você quer fazer ou ler, portanto não foi por imposição de Deus que você chegou aqui, mas Ele certamente sabe que você entrou e permitiu a sua escolha de ler esse post ou não.

3- Em terceiro, parece que você se confundiu um pouco na colocação das palavras. 
Você disse: “Ser bom ou mau não são padrões e nem conceitos, até uma ameba sabe disso”. 

Acho que você quis dizer: “Ser bom ou mau não depende de padrões ou conceitos”, pois eu não disse que ser bom é um padrão ou um conceito, eu disse que depende de padrões ou conceitos, além de nós mesmos. Do contrário cada um ditaria os seus próprios padrões ou conceitos e não poderíamos recriminar ninguém por ter descumprido o padrão, já que ele não deve ser encarado como universal, mas individual. Acho que houve mal entendido de sua parte, pois um conceito determina uma prática. Se acho que: FAÇA AOS OUTROS O MESMO QUE GOSTARIA QUE FIZESSEM A VOCÊ, é o conceito de ser bom, então vou procurar agir assim. Mas e se eu achar exatamente o contrário? Ou seja, se meu conceito for o oposto?

Irei fazer o que acho(conceito meu) que é certo. Então veja, os conceitos existem em toda parte! Pessoas pensam diferente sobre um mesmo assunto corriqueiramente. Cada um age em função do que pensa ou acredita ser o padrão(conceito universal). Agora me responda: Se eu pensar que matar alguém que me humilhou é certo, e meu colega de classe, por exemplo, achar que não é certo, ambos estamos com a verdade? Eu creio que isso seria uma contradição não?

Portanto deve haver um padrão dos conceitos de certo e errado, além de nossos próprios desejos, impulsos e opiniões. À fonte desse padrão eu chamo Deus. Ele é o juiz que determina o que é bom e o que é mau. Pois Ele é a fonte de todo o bem e o contrário do que Ele é e ensina é o mal em si. Isto implica em propósito. Se há um propósito para as coisas criadas, ou seja, se há um modo como as coisas devem ser, então não cumprir esse propósito é mal, pois contraria o próprio autor de todas as coisas. Portanto, para mim, Deus é a fonte de todos os conceitos de certo e errado, que devemos seguir de modo universal. A lei que diz o que é o certo provem dEle.

4- Eu não disse nada sobre pastores ou padres no meu texto. Eu usei a palavra religião de forma abrangente, assim como a pessoa que escreveu a frase motivadora desse post. Não disse que o certo e errado provinham do pastor ou do padre. Sou evangélico, mas não acreditamos que as coisas passam a ser certas ou erradas por que o nosso líder espiritual diz que são. Eles não são a fonte.  Nós cremos que a palavra escrita de Deus é que deve nos orientar. Portanto, se um pastor ensinar algo que está contrariando o ensino bíblico nós não vamos considerar certo só por que ele disse. Iremos protestar. No entanto acredito que Deus escolheu chamar homens e lhes dotar de capacidade para anunciar a palavra. O primeiro a começar o anúncio da vontade de Deus foi Jesus, que deixou a missão com os apóstolos e assim se seguiu.

5- Não vou responder a insinuação de que alguns religiosos ganham dinheiro por exploração, por que eu não disse que quem faz isso está certo.

6- Aqui eu quero encerrar e dizer que o conceito de um Deus que não pune gera a seguinte consequência lógica: Esse Deus não existe!

Como assim? 

Eu acredito na existência de Deus como a fonte dos padrões de comportamento humano e que estes padrões são universais. Mas, se pensarmos como você, Deus não tem padrão, Ele apenas conforta e da força a qualquer um, inclusive os que contrariam a frase: FAÇA AOS OUTROS O MESMO QUE GOSTARIA QUE FIZESSEM A VOCÊ. Conclusão, Deus entraria sempre em contradição tentando gerar o conforto de uma pessoa em detrimento de outra.

A frase acima citada saiu dos lábios de Jesus, o filho de Deus, e por isso ela é incontestável, não por que nós determinamos que ela é. Se fosse apenas uma invenção nossa qualquer um poderia violar esse princípio e não poderíamos dizer que essa pessoa está absolutamente errada. Se eliminarmos a Deus como a verdade absoluta, o mais será relativo e dependente da cabeça de cada um. E se a cabeça de cada um diz, com verdade, o que é certo ou não, então nem o certo nem uma verdade universal existe, pois muitas pessoas pensam diferente umas das outras. Como todos podem ter a verdade ao mesmo tempo? Quando dizemos que algo é verdade queremos dizer que o oposto disso é mentira. Se for assim, como todos podem estar com a verdade se dizem coisas opostas?

Disse Jesus: Eu sou O caminho, e A verdade, e A vida. Ninguém vem ao pai a não ser por mim. Jo 14.6.

Se contudo ainda não fui claro o suficiente preciso de algumas definições:

O que é ser bom?

Isso é verdade porque você pensa que é?

Isso vale(é verdadeiro) para todas as pessoas ou só para você?

O que você entende por religião afinal?


Espero já ter sido claro. Deus é amor e Ele quer o melhor para você. Leia: Rm 3.23; Rm 6.23; ; Jo 3.16; Rm 10.9-12.


Anderson Oliveira da Silva.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

O que é ser bom?

Antecipadamente indico a leitura do livro da imagem a esquerda, para melhor entendimento desse assunto.
Hoje me deparei com uma frase bastante interessante para se fazer uma análise filosófica.

Dizia assim: "Se alguém precisa de religião para ser bom, a pessoa não é boa, é um cão adestrado."

E aí, é claro, eu não posso me calar diante de tamanha falta de informação. A pergunta que não quer calar é: O que é ser bom?

Bom ou mau, certo e errado, são coisas que dizem respeito a um padrão. E se não houvesse um padrão, uma lei, que regesse tudo, então não haveria certo ou errado absolutos. Cada pessoa teria o seu próprio conceito de certo e errado, pois os seus padrões não seriam, por exemplo, determinados por um Deus ou uma religião, mas por gostos pessoais. Logo a frase: "Fulano não é uma boa pessoa", ou "Ele é uma pessoa correta" só querem dizer que a pessoa que as diz não gosta de um certo comportamento e gosta do outro. 

Se não há Deus, o sumo bem, e se não há um padrão a ser seguido logo a moral é relativa e se torna uma questão de gosto. Não haveria bem ou mal absolutos. Como também não saberíamos que uma palavra está escrita de forma errada se não houvesse uma regra de escrita. Portanto dizer que há bondade e maldade sem que haja um padrão a ser seguido não faz sentido. Ser bom é ser de acordo com um padrão e ser mau é não seguir esse padrão. Sem Deus e sem religião o que é ser bom? É seguir os meus próprios padrões, o que faz da moral e da bondade algo totalmente relativo. Significando que o bem e o mal não existem de fato e de verdade.

 As pessoas religiosas além de ruins são cães adestrados?

Quem diz não precisar de religião ou de Deus para ser bom está dizendo: “Não preciso seguir as regras de escrita para escrever corretamente, eu farei minhas regras e cada um faça a sua”. Ou seja, “não preciso de padrões além de mim mesmo pra saber o que é bom. Eu digo o que é bom”.

Por que deveríamos acreditar que de nós mesmo temos o poder de criar as regras? 

Se todos pensassem assim como seria o mundo?


Anderson Oliveira da Silva.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Espiritualidade Pode me Salvar?

Espiritualidade, boas obras, tolerância, “amor”, entre outras palavras, estão em alta nesses últimos dias do gênero humano na terra. Entre tais palavras usam até o nome de Jesus, mas este Jesus que muitos desejam não passa de um coadjuvante. Está ali apenas para concordar com a perspectiva de quem realmente vai aparecer na cena. O homem!

Ao que percebemos, a olhos nus, as pessoas querem um deus a sua moda, que lhes diga tudo o que querem ouvir, e dizem, “Eu tenho minha religião”, “eu tenho minha espiritualidade” ou até mesmo, “creio apenas num poder superior que quer que nós façamos o bem.”

A ideia que se tem de religião por parte de muitos incautos está seriamente influenciada pelo desejo de pecar que todos os homens possuem. Pecar é desobedecer aos princípios e mandamentos divinos, descritos na bíblia sagrada. Quando não se crê na bíblia como fonte inerrante e infalível das verdades de Deus, então surgem várias tentativas inúteis de se chegar a Deus. Uma dessas tentativas é dizer que crê num poder superior, que na verdade só serve para nos ajudar e fazer o que nós queremos. Isso é apenas uma fantasia da mente humana tentando viver confortavelmente sem pesos de culpa e pecados em suas mentes. Porém para o Deus bíblico não existem outros deuses ou outros caminhos para se chegar a Ele a não ser por Jesus. É interessante como muitos falam do amor de Jesus e se esquecem que Jesus só veio a terra pagar o preço por nossos pecados e trazer a salvação para o homem. Se simplesmente um poder maior, que não exige renúncia e que não tem personalidade pudesse salvar os homens, Deus não tinha nos mandado Jesus para morrer por nossos pecados numa morte tão dolorosa.

A doutrina, ou ensino bíblico, revela que todo homem já nasce pecador diante de Deus por que em Adão, o primeiro homem e nosso representante fiel, todos os demais pecaram. Entender como isso funciona não é o essencial. O importante é saber que você é um pecador assim como todos os demais homens, com exceção de Jesus, o segundo Adão. Diz a bíblia que o salário do pecado é a morte, mas de Deus vem o dom da vida, que é de graça. No entanto a graça de Deus nos ensina a ter uma vida nova de santificação e de obediência à palavra de Deus, o que só é possível ao que nascer de novo. Diante desse pequeno resumo da doutrina da salvação fica claro que não são as religiões que podem salvar e nem tampouco uma fé pessoal fruto de uma visão antropocentrista. O amor fala a verdade e Jesus disse: Eu Sou a verdade! A tolerância não pode suprimir a fé na verdade de Deus, nem atrapalhar a sua pregação como única verdade absoluta. A Bíblia é a palavra de Deus inerrante, Jesus Cristo ressuscitou dos mortos pelo poder do Espírito de Deus, Deus é trino, só há um que media entre Deus pai e os homens: Jesus!

Após a morte segue-se o juízo e não há comunicação dos vivos na terra com os que morrem. Todos pecaram inclusive Maria, do contrário deveria e poderia ela ter morrido na cruz em lugar de seu filho para perdoar os pecados da humanidade. Que necessidade teria de Jesus ter morrido na cruz se Maria poderia tê-lo feito?

O ateísmo é uma visão de mundo falida e diabólica, por inúmeros motivos sobre os quais discorrerei noutra oportunidade. O homossexualismo ou homossexualidade, como queiram chamar, são igualmente pecados contra Deus e o próprio corpo, pois se trata de prostituição (relação sexual ilícita). O casamento é indissolúvel, a não ser por prostituição(leia-se: relação sexual antes do casamento) comprovada. Deus criou o universo. Com toda a sua sabedoria fez todas as coisas que conhecemos. Não evoluímos quimicamente de formas de vida “simples” até chegarmos ao homem. Não existe vida simples!
Deus é real!

Jesus Cristo de Nazaré é o seu filho (Deus conosco)!

Quem crer na mensagem integral de Jesus será salvo!

Quem não crer já está condenado, pois não creu no unigênito de Deus!        
 O caminho para encontrar com Deus após voltarmos ao pó, de onde viemos, é seguir a Jesus. Diz a Bíblia que esse caminho é estreito.
Jesus Cristo salva, cura, batiza no Espírito santo e breve virá buscar ao povo que o confessou e o recebeu como Senhor de suas vidas, experimentando o novo nascimento!

“Buscai ao Senhor enquanto se pode achar!” Is 55.6.

O mal do século é a arrogância, prepotência, soberba. Dessa forma o homem só se afasta do seu Criador. Pare um pouco para pensar caro leitor! Estude de forma mais acurada os fatos veja bem onde está a sua fé. Você pode até dizer: Você é que precisa estudar seu evangélico metido! E eu diria que você está certo, pois sempre é possível aprender mais e descobrir coisas novas quando se tem um coração humilde. Mas quando acreditamos saber tudo e julgamos que os outros são inferiores a nós não tendo nada a nos oferecer o problema passa a ser moral e não intelectual. Você poderá ser uma mente brilhante, mas nunca vai encontrar a Deus, por que Ele rejeita aos soberbos.

Está escrito:

 “Por que o ímpio gloria-se do desejo da sua alma, bendiz ao avarento e blasfema do Senhor. Por causa do seu orgulho, o ímpio não investiga; todas as suas cogitações são: Não há Deus.” 
Sl 10. 3,4.   

Deus rejeita aos de coração e olhar altivos. Porem não despreza um coração contrito e humilhado em sua presença.

Conclusão: Ainda que pareça ser intolerante e sem amor não creio em verdadeira espiritualidade quando se crê em qualquer coisa ou simplesmente num “poder superior”. Para Deus não basta ter fé em alguma coisa, é preciso crer nEle como dizem as escrituras (Bíblia).

Disse Jesus: Quem me ama cumpre os meus MANDAMENTOS.

Jesus não é um mero salvador, ou curandeiro, ou até mesmo um amuleto como muitos o têm usado no peito. Ele é sobre todos, SENHOR!   


Anderson Oliveira da Silva

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Pergunta Complicada de Responder!














Se Deus sabia que uma determinada pessoa iria ao inferno livremente, Ele é mal por trazê-la a existência?

A meu ver se todos não escolhessem a Ele, sim. Pois se assim fosse Ele estaria demonstrando vontade de ver todas as pessoas sofrendo. Porém se Ele sabe que muitos se salvarão, mesmo que alguns venham a se perder, para Deus vale a pena, sendo que os que vão ao inferno não tem em Deus a causa de irem. Irão livremente. Deus apenas sabe disso.
Para que os demais tenham chance de cumprir os seus propósitos bons, Ele permite que os outros existam. Não é mal porque quer a salvação de todos e é amoroso por deixá-los livres e escolherem. Se forem ao inferno livremente escolhem ir e são condenados justamente, visto serem livres.
Eu estaria justo em criá-los!

Se outros serão salvos demonstra-se que sou amoroso neles.

Se ninguém se salva e eu os crio, então eu quero ver pessoas sofrendo.

Penso assim: A partir do momento que crio um ser livre a responsabilidade pelas suas atitudes sai de minhas costas. Mesmo que eu saiba que esse ser vai me rejeitar e ser condenado, sei também que ele mesmo não me quis e isso não foi minha imposição. Na terra temos liberdade. Alguém poderia argumentar que a imposição de Deus seria trazer essa pessoa a existência independentemente de ela ter escolhido existir. Porém essa objeção é falha porque pressupõe que o correto seria dar uma preexistência ao homem para que assim ele escolhesse o que queria, no entanto essa preexistência já existe. Deus fornece essa escolha ao homem na terra. Não viveremos para sempre nessa dimensão em que vivemos agora. Há na bíblia o ensino de que existe uma vida além dessa, e fica bem claro nas escrituras que a vida que vivemos agora é apenas uma preparação para a vindoura. Na presente vida nós escolhemos o que queremos; viver essa vida com Deus e também a futura ou viver essa vida sem Deus e também a futura.

Penso que se Deus fosse mal Ele poderia ter criado todos já no inferno para sofrerem, não precisaria salvar ninguém e nem desta vida terrena. Para quê deixar alguém ser feliz se sou mal? Ninguém deveria experimentar alegria neste mundo, nem salvação na eternidade, com alegria, gozo e paz ao lado de um ser pleno. Logo, Deus não é mau por permitir a existência de seres que livremente sabia que iriam rejeitá-lo. Ele irá condená-los pelas suas obras na terra. Isso já basta, todos estarão inescusáveis!

Não vejo porque achar que o problema está em Deus. Na verdade os homens tem liberdade para hoje escolherem. Por que não escolhem servir a Deus?

Deus sabe o porquê, e no dia do juízo os homens ouvirão sua acusação e saberão que a culpa foi do próprio homem. Ninguém terá autoridade para dizer que Deus não lhe deu graça suficiente para ser salvo. Só o fato de Deus providenciar um meio de reconciliar consigo todos os homens já mostra que Ele ofereceu chance a todos!

E para concluir eu faço algumas perguntas básicas: Existe o moralmente bom e o correto absolutos, em contrapartida ao mau e ao incorreto absolutos se Deus não existir?

Se existem valores morais absolutos de onde nos vieram?

Por que achar que podemos julgar a Deus baseados em um padrão moral não absoluto?

Faço essas perguntas para demonstrar que o questionamento que me foi feito em si tem algumas falhas nas suas pressuposições e eu apenas tentei responder ao nível de quem tem esse tipo de dúvida. Na verdade entendo que a pergunta é em si mesma faltosa em sentido e lógica.

Deus é amor, justiça e santidade.


Em cristo! 


Anderson Oliveira da Silva 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Erros Que os Críticos da Bíblia Devem Evitar IV


Chegamos ao fim de uma série de quatro postagens direcionadas aos críticos  de plantão da bíblia. Espero ter ajudado ao demais, que mesmo não sendo críticos no mau sentido o são para defender a sua fé e questionar aos que, sem instrução, estão verberando nas universidades e escolas contra a santa palavra de Deus. Que todos leiam e releiam a vontade, a fim de inculcar estes erros na mente, para que saibam como ler de forma correta a bíblia sagrada e consequentemente saibam defender, com sabedoria, o Deus do livro e o livro de Deus.

Erro número 16: Confundir afirmações gerais com universais.

Com freqüência, os críticos rapidamente chegam à conclusão de que afirmações que não mencionam restrições não admitem exceções. Apoderam-se de versículos que apresentam verdades gerais e então regozijam-se em mostrar óbvias exceções. Ao fazerem isso, se esquecem de que tais afirmações foram feitas com a intenção de serem generalizações.
               
O livro de Provérbios é um bom exemplo de casos assim. Dizeres proverbiais, por sua própria natureza, dão-nos apenas uma direção, e não uma certeza aplicável a todos os casos. São regras para a vida, mas regras que admitem exceções. Provérbios 16:7 é um desses casos. A afirmação é: "Sendo o caminho dos homens agradável ao Senhor, este reconcilia com eles os seus inimigos". Isto obviamente não tinha a intenção de ser uma verdade universal. Paulo era agradável ao Senhor, e seus inimigos o apedrejaram (At 14:19). Jesus foi agradável ao Senhor, e seus inimigos o crucificaram! Não obstante, esta é uma regra geral: aquele que vive de modo a agradar ao Senhor poderá minimizar o antagonismo de seus inimigos.
               
Outro exemplo de uma verdade geral é Provérbios 22:6: "Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele". Entretanto, outras passagens da Bíblia nos mostram que isto nem sempre é verdade. De fato, alguns homens piedosos na Bíblia (inclusive Jó, Eli e Davi) tiveram filhos perversos. Este provérbio não contradiz a experiência por ser um princípio geral, que se aplica de maneira geral, mas que permite exceções em casos isolados. Os provérbios não têm a característica de ser garantias absolutas. Antes, eles expressam verdades que nos proporcionam conselhos e direções úteis, que cada um de nós deve aplicar à própria vida, a cada dia.
               
Não passa de um simples erro presumir que a sabedoria de um provérbio seja sempre uma verdade universal. Os provérbios são sabedoria (direções gerais), não leis (imperativos com aplicação universal). Quando a Bíblia declara "...vós sereis santos, porque eu sou santo" (Lv 11:45), então não há exceções. Santidade, bondade, amor, verdade e justiça estão na raiz precisa da natureza de Deus, que é imutável e, por isso, não admite exceções. Mas a sabedoria toma as verdades universais de Deus e as aplica a circunstâncias específicas e sujeitas a alterações, as quais, por sua própria natureza mutável, nem sempre produzirão os mesmos resultados. Não obstante, a sabedoria ainda assim é muito útil como um guia para a vida, mesmo admitindo eventuais exceções.

Erro número 17: Esquecer-se de que uma revelação posterior sobrepõe-se a uma anterior.
               
Algumas vezes, os críticos das Escrituras se esquecem do princípio da revelação progressiva. Deus não revela tudo de uma só vez, nem determina sempre as mesmas condições para todos os períodos do tempo. Portanto, algumas de suas revelações posteriores vão sobrepor-se a afirmações anteriores.
               
Os críticos da Bíblia às vezes confundem uma mudança na revelação com um erro. O erro, entretanto, é do crítico. Por exemplo, o fato de que a mãe ou o pai de uma criança permita que ela, quando bem pequena, coma com a mão, para somente mais tarde ensinar-lhe a comer com uma colher não é uma contradição. Nem ainda a mãe ou o pai estará se contradizendo quando, mais tarde, insistir para que o filho use um garfo, e não mais uma colher, para comer vegetais. Isto é revelação progressiva, sendo cada ordenança adequada à circunstância particular em que a pessoa se encontra.
               
Houve uma época em que Deus testou a humanidade proibindo-a de comer o fruto de uma determinada árvore no jardim do Éden (Gn 2:16-17). Este mandamento não está mais em vigor, mas a revelação posterior não contradiz a anterior. Também houve um período (sob a lei de Moisés) em que Deus ordenou que animais fossem sacrificados pelo pecado do povo. Entretanto, desde que Cristo ofereceu o sacrifício perfeito pelo pecado (Hb 10:11-14), esse mandamento do AT não está mais em vigor. Aqui, de novo, não há contradição entre o mandamento posterior e o anterior.
               
De igual forma, quando Deus criou a raça humana, ele ordenou que se comessem apenas frutas e vegetais (Gn 1:29). Mas depois, quando as condições se alteraram após o dilúvio, Deus ordenou que se comesse também carne (Gn 9:3). Tal mudança de uma condição herbívora para uma carnívora é uma revelação progressiva, mas não se constitui uma contradição. De fato, todas as subseqüentes revelações são simplesmente mandamentos diferentes para pessoas diferentes em tempos diferentes, dentro do plano geral de Deus para a redenção.
               
É certo que Deus não poda alterar mandamentos que têm que ver com a sua natureza Imutável (cf. Ml 3:6; Hb 6:18). Por exemplo, sendo Deus amor (1 Jo 4:16), ele não pode ordenar que o odiemos. Nem pode ordenar o que é logicamente impossível, como, por exemplo, oferecer e, ao mesmo tempo e com o mesmo propósito, não oferecer um sacrifício pelo pecado.
               
Mas, apesar desses limites de ordem lógica e moral, Deus pode e revelou-se de maneira progressiva e não contraditória. Quando, porém, os fatos relativos a sua revelação são tirados do próprio contexto e comparados a outros anteriores, podem parecer uma contradição. Esse, contudo, é o mesmo tipo de erro de quem acha que a mãe está-se contradizendo ao permitir que o filho, agora mais velho, vá dormir mais tarde.
               
Depois de quarenta anos de estudo contínuo e cuidadoso da Bíblia, a única conclusão a que se pode chegar com respeito àqueles que pensam terem descoberto um erro na Bíblia é que eles não sabem muita coisa a respeito dela - na verdade, sabem é muito pouco sobre a Bíblia! Isso não significa, é claro, que entendemos todas as dificuldades existentes nas Escrituras. Mas, certamente, isso nos faz crer que Mark Twain tinha razão ao concluir que não era a parte da Bíblia que ele não entendia o que mais o incomodava, mas as partes que ele compreendia, estas, sim, o incomodavam!


Texto extraído do livro: Manual popular de dúvidas, enigmas e "contradições" da Bíblia.
Autores: Norman Geisler e Thomas Howe.
Editora: Mundo Cristão.